app

Nacional

Nacional (158)

O IPCA-15 de Fortaleza – índice que mede a prévia da inflação oficial do País – avançou 0,52% em agosto, registrando a quarta maior elevação nacional frente a julho (0,64%), perdendo, apenas, para Rio de Janeiro (0,88%), Salvador (0,75%) e Belo Horizonte (0,6%). Com o resultado, o indicador acumula a maior inflação do País, de 6,94% de janeiro a agosto, enquanto que a taxa acumulada em 12 meses, encerrados também em agosto – que extrapolou os 10% no mês anterior (10,52%) –, avançou para 10,94%, também o maior índice nacional – superando, assim, o teto da meta do Governo, de 6,5% neste ano.

O índice foi divulgado, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De julho para agosto, o grupo leite e derivados, registrou um avanço mensal de 7,2%, na capital cearense. Todos os itens desse grupo sofreram reajuste, sendo as maiores altas registradas por leite condensado (13,82%), leite em pó (8,48%), queijo (7,4%), leite longa vida (7,27%) e creme de leite (6,67%). Entre as menores elevações, estão manteiga (3,83%) e iogurte e bebidas lácteas (1,33%). O grupo alimentação, essencial nos lares brasileiros, continuou pressionando os preços, ao avançar 1,1% na Capital. Mesmo o feijão carioca recuar 0,66%, o maior peso para a elevação mensal do indicador foi registrado pelo feijão fradinho, com alta de 13,11%. Por sua vez, apesar de o grupo transportes recuar 0,14%, as tarifas de ônibus interestaduais foram reajustadas em 7,81%, ao mesmo tempo em que as passagens aéreas reduziram 9,7%

Considerando o comportamento anual, as variações do feijão continuam impressionando, com alta de 159,79% acumulada em Fortaleza (no caso do mulatinho), ficando atrás de Salvador (204,92%), Recife (178,8%), Goiânia (178,21%), São Paulo (170,28%) e Curitiba (168,53%). O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA, índice oficial de inflação, mas neste caso o período de coleta se encerra ao redor do dia 15 do mês.

Destaques
Ainda em 12 meses, entre as principais contribuições para a elevação do índice acumulado – considerando o fator peso na composição do índice – estão alimentação e bebidas (14,96%); alimentação no domicílio (16,52%); transporte público (12,81%), com destaque para ônibus urbano (14,58%), intermunicipal (11,8%), interestadual (11,24%) e táxi (11,74%) – apesar da queda de 4,78% em passagem aérea; e habitação (7,84%), onde se destaca o reajuste médio das taxas de água e esgoto (21,53%) e aluguel e taxas (9,69%).

Por subitens, considerando o comportamento entre janeiro e agosto, destacam-se, entre as maiores elevações, além do feijão carioca (141,49%), as altas dos feijões mulatinho (96,99%) e fradinho (64,23%), alho (53,91%) e manteiga (52,7%), banana prata (37,7%), farinha de mandioca (36,24%), leite condensado (34,19%) e mamão (33,3%). Em contrapartida, segundo o IBGE, os maiores recuos, no período, foram registradas em itens como cimento (21,8%), cebola (27,5%) e passagem aérea (31,75%).
Por categorias, as que mais subiram, nos sete primeiros meses de 2016, foram cereais, leguminosas e oleaginosas (38,91%); sal e condimentos (25,97%); frutas (22,47%); fumo (20,58%); papelaria (20,5%); e açúcares e derivados (20,16%).

Todas as localidades registram aumentos
Em todas as localidades pesquisadas pelo IBGE, houve aumento do índice. Além de Fortaleza, líder no ranking acumulado no ano, até agosto, aparecem, em seguida Salvador (6,54%), Belém (6,19%), Belo Horizonte (6,15%) e Porto Alegre (6,09%) com as maiores elevações. Entre as menores altas, estão Curitiba (4,19%) e Brasília (3,71%). No acumulado de 12 meses, a capital cearense também detém a maior inflação do País – seguida por Belém (10,04%), Rio de Janeiro (9,49%) e Goiânia (9,26%) – e do Nordeste, à frente de Salvador (9,34%) e Recife (8,51%).
No País, com a desaceleração dos preços dos alimentos, a prévia da inflação de agosto mostrou alta de 0,45%, contra 0,54% no mês anterior. No ano, a prévia da inflação acumula alta de 5,66%, bem abaixo dos 7,36% do mesmo período de 2015. No acumulado de 12 meses, a alta é de 8,95%. De acordo com o IBGE, os alimentos continuaram pressionando, com alta de 0,78%, mas em ritmo bem inferior ao verificado em julho (1,45%).

Pressionando
Conforme o IBGE, os alimentos continuaram pressionando, com alta de 0,78%, mas em ritmo bem inferior ao verificado em julho (1,45%). O feijão-carioca, tipo mais consumido no País, que havia pressionado o resultado do mês anterior com o forte aumento (58,06%), desacelerou de forma acentuada, passando para 4,74%, embora os preços tenham continuado a subir. Alguns produtos chegaram a ficar bem mais baratos de julho para agosto, a exemplo da cebola (-22,81%) e batata-inglesa (-18%). Mesmo assim, destaca o IBGE em nota, o grupo alimentação e bebidas exerceu impacto de 0,2% sobre o IPCA-15 do mês, sendo responsável por parcela de 44% do índice.
O segundo item de maior impacto na prévia da inflação de agosto foi saúde e cuidados pessoais, que teve alta de 0,85%, contra 0,52% no mês anterior. Já outros três grupos de produtos e serviços apresentaram desaceleração na taxa de crescimento em relação ao mês de julho: vestuário (-0,13%), habitação (-0,02%) e transportes (0,10%).

Fonte: O Estado

O programa de talentos culináriosMasterChef Brasilchegou ao fim de sua 3ª temporada com um grande vencedor. O paulista Leonardo Young venceu a mineira Bruna Chaves na final, exibida nesta terça-feira, 23. Os dois prepararam menus completos criados por eles: entrada, prato principal e sobremesa.

Os participantes que foram eliminados ao longo do programa e os parentes dos finalistas ficaram no mezanino. A torcida no local era toda para Bruna, diferente do termómetro do público, que indicava preferência por Leo. Os competidores serviram vieiras na entrada. Leo fez carpaccio de vieira, vinagrete de cebolinha e broto de rúcula. Bruna preparou vieira selada e maionese cítrica. 

No prato principal, Bruna serviu carré de cordeiro com musgos de ervas. Leo preparou barriga de porco ao molho missô. Na sobremesa,  Erick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça avaliaram mal ambos os pratos. Bruna fez torta gelada de beterraba e Leo serviu ovos nevados com creme inglês de matcha. A entrada e o prato principal servidos pelos competidores foram bastante elogiados pelos chefs.

O resultado foi transmitido ao vivo pela Band. A operadora Tim, por meio do Twitter, anunciou o vencedor. A final ultrapassou 1 milhão de tweets. Paola afirmou que foi a melhor final de todas as edições do MasterChef Brasil.

Em enquete do O POVO Online, Leo já tinha a preferência do público. Aproximadamente 75% dos leitores apontavam que ele levaria o grande prêmio. Bruna tinha menos de 25% dos votos. O paulista ganhou R$ 150 mil, um carro 0km, o troféu MasterChef e uma bolsa de estudos na renomada escola Le Cordon Bleu, em Paris. Já Bruna, ganhou uma bolsa de estudos na Le Cordon Bleu de Ottawa, no Canadá.

Descendente de chineses, o empresário paulista de 30 anos ganhou a fama de "bonzinho" no programa. Leo se diz apaixonado por gastronomia e revela habilidade em traduzir suas raízes orientais na cozinha, além das técnicas de culinária clássica.

Já a professora Bruna, segunda colocada no duelo, tem 29 anos. É especialista em confeitaria e, ao longo da temporada, teve vários pratos selecionados como o favorito dos jurados. Além do talento, Bruna ganhou a simpatia dos telespectadores pela sinceridade e temperamento forte.

DIVULGAÇÃO/BAND
Bruna e Leo foram os dois grandes finalistas de MasterChef Brasil

O último programa da temporada 2016 teve formato especial: plateia e personalidades da internet estiveram nos estúdios da Band, em São Paulo, durante a exibição da final. Os tuiteiros foram importantes para popularizar o reality e torná-lo um fenômeno no País.

Conheça mais de MasterChef

A franquia surgiu em 1990, exibida no Reino Unido pela BBC, mas só chegou ao Brasil em 2014, quando a Band passou a co-produzir o formato da Endemol Shine com o canal Discovery Home & Health. Hoje, mais de 40 países têm versões de MasterChef.

A 3ª temporada de MasterChef Brasil teve início no dia 15 de março deste ano, com episódios inéditos todas as terças-feiras. A Band tentou exibir dois episódios por semana, mas pela audiência insatisfatória, voltou às terças.

A temporada teve 25 episódios, buscando transformar  “um cozinheiro amador em um chef”. Ao todo, 25 mil pessoas se inscreveram este ano. Delas, 500 foram avaliadas presencialmente e 75 tiveram seus pratos avaliados. Para a disputa na TV, 21 selecionados passaram por provas semanalmente. Ao fim da peneira, Leonardo e Bruna foram os grandes finalistas.


A Band ganhou alta audiência desde a primeira temporada do reality. Em 2016, a média foi de seis pontos no Ibope. O sucesso também é expressivo no Twitter, com mais de 4 milhões de menções de#MasterChefBR desde a estreia.

No ano passado, o programa venceu o troféu de “Melhor Programa” da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), e também em 2015, a emissora exibiu a versão infantil "MasterChef Júnior".

No Brasil, o programa, apresentado pela jornalista Ana Paula Padrão, tem três jurados: o francês Erick Jacquin, a argentina Paola Carosella e o brasileiro Henrique Fogaça. 

DIVULGAÇÃO/BAND
Henrique Fogaça, Ana Paula Padrão, Paola Carosella e Erick Jacquin
Fonte: O Povo
Quarta, 24 Agosto 2016 13:46

Aumenta taxa de doadores efetivos de órgãos

Escrito por

O número de doadores efetivos de órgãos no Brasil subiu de 13,1 por milhão de habitantes para 14 por milhão no segundo trimestre deste ano, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). “Essa taxa de doadores efetivos vinha caindo ao longo de 2015, se estabilizou no primeiro trimestre de 2016 e começou a subir agora, no segundo trimestre deste ano”, disse o coordenador da Comissão de Remoção de Órgãos da ABTO, José Lima Oliveira Júnior.

Apesar do aumento, o número de doadores efetivos ficou abaixo do esperado para o período, de 16 por milhão de habitantes, e longe do considerado ideal. Além disso, os transplantes feitos caíram no segundo trimestre, assim como o total de potenciais doadores, principalmente nos estados mais populosos do País (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais). Os dados são levantados pela ABTO e pelo Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.

O número de brasileiros na fila aguardando um órgão aumentou este ano em comparação ao primeiro semestre de 2015, de 32 mil pessoas para 33.199. Em números absolutos, a maior fila é para receber córneas e rim, seguida de fígado, coração, pulmão, pâncreas e intestino.

Tendência revertida
Segundo Oliveira Júnior, os cinco anos anteriores a 2015 registraram tendência de melhora nos números de potenciais doadores, de doadores efetivos e de transplantes realizados, com redução da fila de espera. No ano passado, no entanto, a tendência se reverteu, com piora em todos os indicadores do setor.
“Basicamente, [houve] uma desorganização do sistema”, segundo o coordenador, que citou atrasos no pagamento aos hospitais, contratos desfeitos e não renovados e falta de reajuste dos procedimentos como causas da piora dos resultados. As consequências, segundo ele, foram a queda no número de equipes que fazem os procedimentos e a redução da quantidade de transplantes.
De acordo com os dados da ABTO, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul têm hoje as melhores taxas de doadores efetivos do País, com 34,9 por milhão; 26,2 por milhão e 25,2 por milhão, respectivamente.

As taxas mais baixas de doadores efetivos estão no Norte e Nordeste, onde a taxa de recusa da família para doar os órgãos é mais alta, segundo Oliveira Júnior. “A taxa de doadores efetivos [nessas regiões] cai para dois, três ou quatro [habitantes] por milhão”, comparou.

O coordenador da ABTO destacou que é preciso trabalhar para que o número de doadores aumente em todo o País, porque mesmo que o órgão não seja aproveitado em um estado, o transplante pode ser feito em outra unidade da Federação, com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB). Um rim, por exemplo, pode ser transplantado até 24 horas depois de retirado e um fígado até 12 horas. “Podemos melhorar muito esse sistema, mas precisamos de uma infraestrutura nacional que funcione bem e, principalmente, temos que reduzir a taxa de recusa familiar que é muito alta, 49% é inaceitável”.

Fonte: O Estado

Um novo estudo liderado por cientistas brasileiros mostrou que a microcefalia é apenas uma entre várias alterações cerebrais provocadas pela infecção congênita pelo vírus zika. O estudo, publicado na revista científica Radiology, descreveu com precisão as áreas do cérebro mais afetadas e o grau de severidade dos danos.

De acordo com os autores, o estudo, que incluiu 45 bebês nascidos no Brasil infectados com zika, é a maior coleção de imagens dos danos causados pelo vírus além da microcefalia. Os crânios dos bebês frequentemente tinham aparência “desmoronada”, “com suturas sobrepostas e dobras redundantes na pele”, segundo o artigo.

A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), com sede no Rio de Janeiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto de Pesquisa Professor Amorim Neto (Ipesq), em parceria com a Universidade de Tel Aviv (Israel) e do Hospital Infantil de Boston (Estados Unidos).

Usando tomografia computadorizada, imagens de ressonância magnética e ultrassom, o estudo avaliou mulheres grávidas, fetos e recém-nascidos infectados pelo vírus da zika, de acordo com a autora principal do artigo, Fernanda Tovar-Moll, pesquisadora do Idor e da UFRJ.

Segundo ela, o estudo foi “essencial para identificar a severidade das alterações neurológicas induzidas pela infecção viral no sistema nervoso central em desenvolvimento”. “Nós estamos desenvolvendo um estudo de seguimento para investigar como a infecção congênita pelo vírus da zika pode interferir não apenas no período pré-natal, mas também na maturação pós-natal do cérebro. A microcefalia é apenas a ponta do iceberg”, disse Fernanda.

Outra autora, Deborah Levine destacou a importância de descrever diferentes más-formações causadas pelo vírus da zika nos cérebros dos fetos e dos bebês recém-nascidos. “O primeiro trimestre é o momento no qual a infecção parece ser mais arriscada para a gravidez. Do ponto de vista das imagens, as anomalias no cérebro são muito severas em comparação a outras más-formações congênitas”, disse Deborah.

Ao contrário do que se observa em outras infecções como toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes, os cérebros dos fetos e bebês infectados pela zika apresentaram más-formações corticais e modificações localizadas na junção da massa branca e da massa cinzenta do cérebro.

Os cientistas também identificaram a redução do volume cerebral, anomalias no desenvolvimento cerebral e ventriculomegalia – um problema caracterizado quando as cavidades do cérebro, preenchidas por fluidos, são maiores que o normal.

Embora quase todos os bebês avaliados no estudo tenham apresentado anomalias na circunferência da cabeça, casos de circunferência normal também foram registrados em bebês com ventriculomegalia severa.

Os resultados indicaram também anomalias no corpus callosum – um feixe de fibras nervosas que permite a comunicação entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro -, afetando a migração neuronal, isto é, fazendo com que os neurônios não se movessem para a destinação correta no cérebro em formação.

De acordo com o artigo, de junho de 2015 a maio de 2016, 438 pacientes deram entrada no Ipesq com erupções na pele durante a gravidez ou suspeitas de anomalias no sistema nervoso central dos bebês.

Nesse grupo, os cientistas identificaram 17 fetos ou recém-nascidos de mulheres que tinham feito exames de imagem no Ipesq e com infecção por zika detectada nos fluidos ou tecidos. Outros 28 fetos ou recém-nascidos apresentavam diagnóstico presumido de zika e tinham calcificações intracranianas.

Entre os bebês com zika confirmada, 94% apresentavam anomalias no corpus callosum. No grupo com diagnóstico presumido de zika, 79% apresentavam esse problema.

“A severidade das más-formações corticais associada às alterações nos tecidos e a localização das calcificações na junção entre massa branca e massa cinzenta foram os achados mais surpreendentes da nossa pesquisa”, disse Fernanda.

A equipe de pesquisadores realizará mais estudos, que vão correlacionar as modificações morfológicas observadas no estudo aos dados clínicos e imunológicos e às informações sobre o ambiente onde as mães foram infectadas.

Fonte: Ceará Agora

Se pudesse definir a população do município de Reriutaba, localizada a 309 quilômetros de Fortaleza, certamente o médico cubano Isidro Rosales Castro,  52 anos, utilizaria o termo “filhos adotivos”.

Há exatos três anos, ele e sua esposa, Esperanza Anabel, 51 anos, chegaram ao Brasil através do Programa Mais Médicos. Longe da família e de amigos, os profissionais da saúde encontraram na população humilde do interior do Ceará uma nova estrutura familiar.

Morando a mais de 5 mil quilômetros de Cuba, os profissionais encontraram o apoio afetivo e a necessidade de fazer um trabalho magnífico. O trabalho de segunda a sexta-feira, oito horas por dia, é ofertado à população prioritária, como idosos, acamados e incapacitados. Além disso, Isidro também tira um tempo para auxiliar o atendimento dos quase 20 mil habitantes do município.

Motivado pela vontade de transformar a realidade do município, através do amor pela medicina, Isidro garante que os desafios na chegada ao Brasil foram enormes. “O primeiro dia que cheguei ao Brasil realmente foi muito tenso por causa do processo de adaptação, que ficou marcado pela aproximação com a equipe de saúde e com a população. Quando chegamos, tivemos que passar um bom tempo conhecendo as principais doenças das pessoas e os motivos. Foi um momento trabalhoso”, destacou Isidro.

Mas essa não foi a única dificuldade que o casal encontrou. “O idioma foi um grande problema no início. Porém, hoje, nos comunicamos com facilidade. Não podemos falar que falamos como os brasileiros, mas somos compreendidos e compreendemos com perfeição o que todos falam”, explicou o médico.

Diferenças

Além do novo idioma, os médicos também tiveram que se adaptar à nova cultura, costumes, músicas, danças e até às comidas. Mas em relação às condições de saúde pública do Ceará, Isidro destaca que tudo melhorou muito desde que pisou no Ceará.

“Acho que mudou muita coisa desde que cheguei ao Brasil. Começando pela cobertura de médico por habitante. Aqui onde trabalho, os indicadores de mortalidade infantil mostram que chegou a zero no momento. O acesso da população aos serviços de saúde também ganhou um novo destaque. Claro que precisa melhorar, mas em relação a 2013, o serviço de atendimento básico está mais diversificado”, destacou.

Quando perguntado sobre as principais diferenças entre o serviço ofertado no Brasil e em Cuba, o médico ressaltou a ampla assistência gratuita do seu país. “A principal diferença é que no meu país a saúde é gratuita e obrigatória. E no Brasil, não é assim. Apesar de ter o SUS, que dá ampla cobertura, também há a medicina privada, tendo em vista que o SUS não tem recursos para resolver determinadas necessidades”, contou.

Preconceito

No início do projeto, exatamente há três anos, a onda de preconceitos, segundo os profissionais estrangeiros, foi enorme. No entanto, Isidro esclarece que tudo não passou de uma informação mal repassada.

“Considero que o preconceito do início com os médicos estrangeiros fora por desconhecimento de nossa potencialidade como profissionais da saúde. Embora nós termos demonstrado que a nossa vinda seria para ajudar onde mais se precisava. Só queríamos prestar nossos serviços em função de salvar e preservar vidas humanas”.

A saudade da família, segundo Isidro, aperta cada vez mais (FOTO: Arquivo pessoal)

A saudade da família, segundo Isidro, aperta cada vez mais (FOTO: Arquivo pessoal)

Depois de todo esse tempo de convivência, a relação com os profissionais brasileiros não podia estar melhor. “Temos as melhores relações possíveis com os médicos brasileiros. Respeitamos o trabalho de cada um que, por sinal, consideramos muito profissional, e eles respeitam o nosso. E isso é o que permite uma boa harmonia de trabalho e convivência com todos”, concluiu.

O retorno

Voltando para Cuba apenas uma vez por ano, a saudade da família parece apertar cada vez mais com a proximidade do fim do período de contrato, que deve ser encerrado em 2017. Segundo Isidro, sua esposa teve que voltar para o país devido a doenças, o que lhe fez encarar a rotina sozinho.

“A saudade dos filhos e da família sempre é grande, porém mantemos comunicação estável, e isto ajuda a matar essa saudade. Em breve, terminará o meu contrato e poderei estar novamente ao lado da minha filha. E aí sim resolver por definitivo essa saudade, que muitas vezes aperta o peito e faz derramar algumas lágrimas”, confessa.

Sobre o Mais Médicos

Os profissionais recebem bolsa de formação e ajuda de custo pago pelo Ministério da Saúde. No Ceará, 154 municípios contam com médicos do programa. As cidades ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia. Conforme previsto no programa Mais Médicos, os médicos são selecionados para atuar durante três anos. Nesse período, os profissionais formados no exterior terão registro profissional emitido pelo Ministério da Saúde, que lhes dará o direito de atuar exclusivamente na atenção básica.

Fonte: Tribuna do Ceará

O nadador americano James Feigen prestou novo depoimento à Polícia na noite desta quinta-feira (18) e pediu desculpas à polícia pelo transtorno e pela repercussão causada por toda a polêmica. Após pagar multa, ele pode voltar aos Estados Unidos um dia depois de seus companheiros já terem sido liberados. Gunnar Bentz e Jack Conger embarcaram na noite desta quinta. As informações são do Bom Dia Rio.

Feigen, que foi indiciado por falsa comunicação de crime, foi ao Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos e pediu desculpas pelo ocorrido. Ele fez acordo para pagar R$ 35 mil. O acordo foi selado após negociação em uma audiência que durou quatro horas. O nadador saiu às 3h30 do local e não falou com os jornalistas. O dinheiro, convertido em material esportivo, será doado para o Instituto Reação, ONG que funciona na Rocinha, na Zona Sul do Rio. 

No depoimento, ele afirma que soube das declarações do companheiro de equipe Ryan Lochtesobre o ocorrido à mídia internacional e as considerou inverídicas. Feigen disse não saber porque o compatriota deu essas declarações. 

Feigen disse ainda que viu Lochte puxando um painel publicitário que estava afixado na parede, e que não sabe o motivo pelo qual ryan tomou tal atitude.

Em depoimento, Gunnar Bentz disse que ele e os amigos temeram que o atleta Ryan Lochte promovesse confusão ainda maior no posto de combustíveis onde pararam no trajeto entre uma festa na Zona Sul do Rio e a Vila Olímpica, na Zona Oeste. O tumulto ocorrido no local está por trás do falso relato de assalto narrado por Lochte à imprensa internacional.

Segundo consta no Termo de Declaração assinado por Bentz, ao qual o G1 teve acesso, Bentz relatou que ao pararem no posto para urinar, Lochte quebrou uma placa publicitária que estava pregada na parede, o que provocou muito barulho. Bentz afirmou aos policiais que após o ocorrido ele e os demais jogadores decidiram sair logo do posto, temendo que Lochte danificasse mais coisas.

Bentz destacou que foram impedidos de deixar o local por homens armados, que não falavam inglês, e que teriam exibido algum tipo de distintivo. Ele contou que Ryan Lochte discutiu com estes homens e que ele pediu ao amigo para se acalmar.

A aproximação de um outro homem que falava inglês permitiu que a situação fosse esclarecida. Bentz esclareceu que ofereceu, sem que lhe fosse exigido, US$ 20 dólares que tinha no bolso e que entregou este dinheiro aos homens, enquanto o colega Jimmy entregou ao menos uma nota de R$ 50.

O nadador Peet Conger também afirmou em seu depoimento que foi Lochte quem quebrou a placa publicitário no posto de combustíveis. Ele ressaltou ainda que viu pelo noticiário que o colega mentiu ao dar entrevista relatando o falso assalto.

Em depoimento à polícia, Gunnar Bentz disse que grupo temeu que Lochte provocasse mais estragos em posto de combustíveis (Foto: Reprodução/Polícia Civil)Em depoimento à polícia, Gunnar Bentz disse que grupo temeu que Lochte provocasse mais estragos em posto de combustíveis (Foto: Reprodução/Polícia Civil)

Antes mesmo de ouví-los, a Polícia Civil já havia afirmado que era fantasioso o relato de Lochte à imprensa americana de que eles haviam sido assaltados após sair de uma festa rumo à Vila Olímpica. A reviravolta no caso aconteceu após a divulgação das imagens da confusão ocorrida no posto de combustíveis. 

Bentz e Conger foram impedidos de deixar o Brasil quando já estavam embarcados no voo que os levaria de volta aos Estados Unidos. Eles tiveram os passaportes retidos e os documentos só lhes foram devolvidos após prestarem os depoimentos.

Procurados pela polícia após a repercussão do suposto assalto, Lochte e o também nadador James Feigen mantiveram a versão do assalto, mas apresentaram contradições, o que levou os investigadores a desconfiarem da história. Após ficar comprovada a farsa, a polícia informou que os dois serão indiciados por  falsa comunicação de crime.

Prevista no artigo 340 do Código Penal, a "falsa comunicação de crime" significa "provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado". A pena é de detenção, de um a seis meses, ou multa.

'Tentaram fugir', diz testemunha
Um rapaz que estava no posto de gasolina do Rio durante o tumulto envolvendo os nadadores disse que ajudou os atletas e seguranças do local a se comunicarem. Em entrevista ao repórter André Luiz Azevedo, do Jornal Nacional, a testemunha afirmou que os americanos pediram para que polícia não fosse chamada e que os quatro estrangeiros ofereceram dinheiro para reparar os estragos causados no posto.

"Os dois seguranças estavam tentando conversar com eles, só que os seguranças não estavam conseguindo entender a língua deles, não sabiam falar inglês, e eu resolvi interferir. Teve um momento que eles tentaram fugir, e aí foi quando os seguranças abordou", relatou o DJ Fernando Deluz.

Segundo a testemunha, após um dos funcionários do posto mostrar a placa de propaganda quebrada durante a arruaça, os nadadores começaram a perguntar em inglês quanto que era para poder pagar.

"Em nenhum momento ninguém encostou neles. Os seguranças não encostaram neles, não teve voz de prisão nem nada. Iam chamar a polícia. Ai eles não quiseram que chamasse a polícia, ficaram pedindo please, please, no, plese. Aí ele perguntou pra mim em inglês quanto era para pagar", disse o DJ.

"Eu perguntei para o rapaz e ele falou: ‘A gente paga R$ 100 normalmente para arrumar esse banner quando quebra’. Aí eu falei para eles o valor que era, aí um deles me deu duas notas de 50, o outro uma de 20 dólares. Do jeito que eu peguei o dinheiro eu entreguei na mão do segurança, o segurança entregou na mão do funcionário e tranquilo. Falou: ‘Entrega pro gerente e depois conserta’. Aí eu fui, conversei com eles, falei: 'That's ok, bye bye'", explicou.

Fonte: G1

Afundada pela retração econômica, a carga tributária bruta brasileira - ou seja, o quanto é pago de impostos em relação ao Produto Interno Bruto - caminha para registrar, este ano, seu nível mais baixo desde 2001. É o que aponta o estudo Termômetro Tributário, elaborado pelos economistas José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e Kleber Pacheco de Castro, doutorando em Economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

Eles estimam que o total de impostos e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estaduais e municipais chegará ao final deste ano a 33,15% do Produto Interno Bruto (PIB). "Esse resultado significaria uma queda de 0,2 ponto do produto neste ano e, ficando abaixo de 33,2% do PIB, seria o menor índice desde 2001", afirma o estudo.

Naquele ano, a carga tributária foi de 32,05% do PIB. O nível mais alto foi registrado em 2008, com 34,76%.

O Termômetro é calculado mês a mês, com o objetivo de antecipar o comportamento da carga tributária no ano. Ele toma por base os principais tributos recolhidos por União e Estados. A partir deles, é feita uma extrapolação que se aproxima da carga nacional. O resultado, alertam os pesquisadores, não é igual ao da Receita Federal, que faz uma conta semelhante. A tendência, porém, é coincidente com o dado oficial.

Impeachment

Nos 12 meses encerrados no mês de junho, a carga medida pelo Termômetro chegou a 27,42% do PIB, o que representou uma redução real de 6,7% em comparação com igual período anterior. "Essa foi a queda mais profunda desde setembro de 1992, mês em que a Câmara dos Deputados abriu o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor", diz Afonso.

Naquele mês, o mergulho foi de 7,1%. Ele não se arrisca, porém, a fazer uma correlação entre esse episódio e o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. "É só coincidência. Mas é muito curioso."

Porém, não são poucos os especialistas que apontam o ambiente de incertezas no campo político como um fator inibidor dos investimentos e, por consequência, da própria atividade econômica. A desaceleração, por sua vez, tem impacto na arrecadação.

Mas, a exemplo de outros dados da economia brasileira, os recolhimentos de impostos também dão sinal de que bateram no fundo do poço e, em alguns casos, pararam de cair. "No caso da arrecadação federal, parece claro que se parou de afundar", constata Afonso. "Mas, por si só, isso não significa voltar a crescer." A recuperação, explicou ele, ainda aparece concentrada nos tributos sobre ganhos financeiros." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: O Povo

A estudante cearense Conceição Soares, de 17 anos, da escola estadual Menezes Pimentel, em Pacoti, no Ceará, será uma das representantes brasileiras que vai participar, pela primeira vez, na "Be the Change Conference", conferência mundial do Design for Changeque, que ocorre em Pequim, na China, em dezembro. A jovem vai apresentar um projeto de Ecomuseu desenvolvido por estudantes para pesquisa da fauna e flora da região do Maciço de Baturité.

A conferência reúne crianças e jovens que desenvolvem projetos de protagonismo social ao redor do mundo. O reconhecimento do projeto - que tem menos de dois anos, com premiações nacionais e internacionais, nasceu a partir da construção do primeiro do espaço  que armazena pesquisas e elementos sobre Mata Atlântica em pleno sertão cearense.

Além da estudante, o educador responsável pelo projeto, Levi Jucá, também participará do encontro. "Acredito que esse alcance que tivemos deve-se à própria inovação da proposta. Apesar dos poucos recursos, praticamente zero, formamos uma rede de parceiros locais e conseguimos mobilizar a sociedade para criamos o espaço. O nosso objetivo agora é multiplicar essa metodologia para outros educadores", afirma.

Outras iniciativas
O país também será representado por alunos da Bahia. No estado, eles desenvolveram um Grupo de Apoios e Conselhos (GAC), criado para reduzir os furtos dentro da escola e combater o clima de desconfiança entre os estudantes. Após a criação do grupo, o número de ocorrências escolares foi zerado e os alunos criaram um vínculo de empatia entre si, modificando por completo a convivência no ambiente escolar.

Ecomuseu de Pacoti
O projeto foi criado em setembro de 2014. Conforme o idealizador, Levi Jucá, a inspiração nasceu ainda durante sua graduação no curso de história, quando soube da expedição das borboletas, feita em 1859, no Ceará, quando imperador decidiu explorar a fauna e flora cearense. "O Ecomuseu seria uma releitura dessa expedição, em que os moradores locais redescobriam a cidade, a história e a riqueza do nosso bioma", destaca.

"Entendemos que a escola não precisa se resumir as paredes da sala de aula. Inclusive o Museu não se limita ao espaço que reservamos. A cidade, em si, é considerada o museu aberto", afirma o educador.

O projeto foi financiado por meio de campanha na internet e ganhou recursos após duas premiações: Desafio Criativos da Escola e IberMuseu. Com o montante, o projeto consegiu construir uma sede própria e adquirir outros equipamentos necessários para as pesquisas.

O Ecomuseu é uma das iniciativas selecionadas na primeira edição do Desafio Criativos da Escola, do Instituto Alana, representante da conferência no Brasil. Além disso, ficou em primeiro lugar no prêmio internacional Ibermuseu.

Fonte: G1/CE

De acordo com o segundo levantamento da safra 2016/2017 de cana-de-açúcar, o Brasil deverá produzir 684,77 milhões de toneladas do produto. A estimativa foi divulgada, ontem, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números representam um crescimento de 2,9% em relação à safra anterior.
Entre os produtos beneficiados, a produção de açúcar deverá atingir 39,96 milhões de toneladas, 19,3% superior à safra 2015/16, em função de preços mais rentáveis. Já a produção de etanol deve se manter acima de 27,8 bilhões de litros, redução de apenas 8,5%, em função da preferência pela produção de açúcar.

A produção de etanol anidro, utilizada na mistura com a gasolina, deverá ter aumento de 2,5%, alcançando 11,49 bilhões de litros. Para a produção de etanol hidratado, o total poderá atingir 16,38 bilhões de litros, redução de 14,9% ou 2,87 bilhões de litros, resultado do menor consumo deste combustível.

Produção
A estimativa da área a ser colhida foi avaliada em 8,97 milhões de hectares, que representa um aumento de 3,7%, comparada à safra anterior. O incremento de mais 318,4 mil hectares é resultado da cana bisada da safra 2015/16, do aumento de área própria de algumas unidades de produção e da reativação de uma unidade em São Paulo. Se confirmada, será a segunda maior área colhida no Brasil.

Por regiões, no Sudeste, como um todo, a área colhida deverá aumentar, uma vez que as chuvas atrasaram a colheita da safra anterior e aumentou a quantidade de cana colhida na safra seguinte, refletindo em um aumento de 3,4% na produção total. Já para a região Nordeste é esperado um aumento da área colhida nesta safra, mas é a segunda menor área da série histórica. “As unidades de produção têm concentrado a colheita nas lavouras próprias, em detrimento dos fornecedores. O aumento de produtividade nesta safra é uma recuperação em relação às secas ocorridas na safra passada”, destacou a Conab, em nota.

Fonte: O Estado

Ceará ocupa a terceira posição nos índices de homicídios de crianças e adolescentes no Brasil. Os dados da vulnerabilidade dessa faixa etária foram reunidos e divulgados nesta terça-feira (16) pela Fundação Abrinq, com base nas informações do Mapa da Violência 2015, e integram o Observatório da Criança e do Adolescente.

No escopo de homicídios, o Ceará ocupa a primeira posição, entre os estados do Nordeste, no índice de mortes por arma de fogo. Também chama atenção a proporção de homicídios por armas de fogo em Fortaleza, que ultrapassa a proporção dos estados nordestinos e é a segunda maior da região em comparação com as capitais.

No Ceará, 30,4% dos homicídios cometidos são contra crianças e adolescentes. O estado perde apenas para oEspírito Santo, cuja proporção é de 32,8% dos casos, e Alagoas, que abrange um total de 40,4% desse tipo de crime. A situação tem se agravado desde 2011, quando o Ceará deu o maior salto no índice de crimes contra o grupo etário, passando de 17,8% para 29,4% dos crimes.

Taxa de homicídio no Ceará cai 13,4% no primeiro semestre deste ano

“Os homicídios de crianças e adolescentes refletem a escalada de violência que acomete o Estado do Ceará nos últimos anos. O agravante é que tais casos possuem pouca repercussão social e, por causa disso, a investigação de tais crimes não é prioritária entre os órgãos de segurança. A grande maioria dos assassinatos permanece sem a identificação de autoria, contribuindo para a sensação de impunidade existente nesse tipo de crime”, pontua o sociólogo e pesquisador do Laboratório de Estudos sobre Violência, da Universidade Federal do Ceará (LEV-UFC), Ricardo Moura.

taxa-de-homicídio-de-crianças-e-adolescentes-(para-cada-100-mil-habitantes) (1)

Cinco estados com maior índice de homicídios na faixa etária. (Crédito: Cenário da Infância / Fundação Abrinq)

Para Moura, o Poder Público precisa compreender tal grupo etário como pessoas portadoras de dignidade e potencial, pois essa percepção influencia na implementação de políticas públicas. “O que temos hoje é uma percepção dos jovens da periferia como um problema a ser resolvido. Há diversas experiências positivas nesse sentido que poderiam ser expandidas”, ressalta o pesquisador, destacando ações com a criação dos Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cucas) de Fortaleza.

Centro de detenção de adolescentes de Fortaleza “virou uma piada”, critica juiz

Ele sugere que seja feita uma revisão, para baixo, na faixa etária de abrangência de ações do tipo, haja vista que as vítimas de homicídios têm cada vez menos idade. Os dados divulgados pela Fundação Abrinq não têm números específicos para os municípios.

Armas de fogo

Também no âmbito da violência por homicídio, o Ceará tem o maior índice no Nordeste de crimes por armas de fogocontra crianças e adolescentes. A proporção é de 26,4%, segundo dados preliminares de 2014. Em 2013, o índice foi de 23,7% dos crimes. Na capital, a proporção é ainda mais grave: 30,1% dos homicídios contra o grupo etário foram causados por armas de fogo. Entre as capitais do Nordeste, Fortaleza perde apenas para Macéio (AL), cuja proporção é 31,1%.

homicídios-de-crianças-e-adolescentes-por-armas-de-fogo

Proporção de mortes por armas de fogo em Fortaleza é maior do que no Estado. (Crédito: Fundação Abrinq / Cenário da Infância)

Ricardo Moura afirma que a falta de maior controle sobre a circulação das armas de fogo, por exemplo, é um agravante dessa situação. Ainda assim, não é possível estabelecer um diagnóstico do problema sem estudos aprofundados.

“A violência é a parte visível da ausência da escola, de equipamentos de cultura e lazer, da falta de proteção às famílias, do sistema de garantias de direitos não funcionar de forma adequada na localidade, ou seja, acaba aparecendo como a ponta visível desse conjunto de vulnerabilidades”, destacou a administradora-executiva da Fundação Abrinq, Heloisa Oliveira, durante apresentação dos dados.

Fonte: Tribuna do Ceará

4 Cidades Criativas

4 Cidades Criativas

4 Cidades Criativas

8493 Logo

pensar2

logo